beleza

Opções para quem quer aderir um armário Slow Fashion

1:30 PM


O conceito de ter um armário mais consciente, versátil e que transmitisse meu verdadeiro estilo se formou em mim após várias madrugadas lendo sobre ármario-cápsula (ainda me lembro da primeira vez que tive contato com o tema, foi no Teoria Criativa, que agora é gabibarbosa.com <3 ), filosofia e estética minimalista e busca pelo estilo próprio (esse post da Bruna Sarga e esse da Clara Rocha são ótimos exemplos). 

Apesar de estar sendo muito debatido, acredito que muita gente não deva de fato conhecer o sentido de Slow Fashion. Então afinal, o que bulhufas é isso?

"O slow não é um conceito que vai e vem. Na moda, é um movimento sustentável, uma alternativa à produção em massa, que vem ganhando força e veio pra ficar. Foi criado pela inglesa Kate Fletcher, consultora e professora de design sustentável do britânico Centre for Sustainable Fashion, inspirado no movimento Slow Food." (definição retirada do Review Slow Living, e se você ficou curioso pode ler mais aqui).

Sem muito me prolongar, trouxe aqui um apanhado de opções para quem deseja dar uma respirada fora do Fast Fashion e deseja adquirir peças de forma mais equilibrada, sustentável e reflexiva.

LOJAS DE PRODUÇÃO PRÓPRIA

São lojas que abraçaram a proposta de produzir de forma sustentável e responsável. A ideia é que você possa estar apar de "quem produziu sua roupa", visto que a própria loja é responsável pelos tecidos, pela fabricação das roupas, e algumas até pelo próprio tingimento. Além disso, em algumas dessas lojas as roupas são produzidas sob medida exclusivamente para você!

Ainda não tive a oportunidade de adquirir peças dessa forma, visto que precisarei de mais planejamento ($$$$), mas as que indico aqui seriam minhas primeiras opções de compra.

Brisa SlowFashion

A Brisa tem sido uma das lojas brasileiras de Slowfashion mais conhecidas por seu design atemporal, produção ôrganica e promessa de baixo impacto ambiental.


Gioconda Clothing

A Gioconda é uma loja de mulheres feita para mulheres. Seu foco principal é a produção de roupas íntimas de algodão, que valorizam os traços femininos e sua saúde,  quebrando o estigma das lingeries que servem apenas o propósito de sexualizar a mulher.


ZAYA atelier

Eu sou louca para adquirir uma peça da zaya! É um ateliê muito amorzinho de São Paulo que produz e tinge as próprias peças, que são básicas e confortáveis, mas sem deixar de serem modernas e muito, marmuito bonitas <3 
Eles vendem apenas pelo whatsapp e DM do instagram.


BRECHÓS

Não é de hoje que os brechós têm chamado nossa atenção e ganhado espaço no cenário da moda. Compra e venda de roupas usadas têm sido um dos meus meios preferidos para atualização do guarda-roupa, e os brechós são um ótimo caminho para isto.



1. @velharia_brecho: Brechó de Londrina, PR. As peças são lindas e com uma pegada vintage, eles enviam por correio e aceitam apagamento por meio de depósito bancário e pagseguro. 

2. @thevirtualbazzar: Conheci a pouco tempo, mas acho as roupas selecionadas muito lindas e indico muito que vocês deem uma olhada. Uma característica deles que achei incrível é que a cada peça vendida um real será doado para a caridade, dessa forma assim que completados 50 reais é feito uma cesta básica de alimentos e marmitas são preparadas e entregues em praças para pessoas necessitadas. Muito amor, né?

3. @stm_brecho:  Esse é de SP e também envia pelos correios. É um dos meus preferidos, mas nunca consegui comprar nada porque as seguidoras são simplesmente rápidas demaisss, quando vou começar a comentar "quero" um monte e gente já falou primeiro hahaha uma dica boa é assinar para receber as notificações de postagem. 

*outro brechó que não está na lista mas tenho um super carinho é o @gouti.brecho, a dona tem um carinho imenso por cada peça e as envia para os clientes limpinhas e cheirosinhas. Tenho um short de lá que já tem quase vida própria do tanto que uso*

COSTUREIRAS


A minha avó é costureira e eu tenho um carinho imenso pela profissão. Algumas pessoas dizem que não confiam e acham que as roupas não ficam tão bonitas e bem feitas quanto as das lojas, mas eu acho exatamente o contrário. Ao fazer roupas em uma costureira, além de estar contribuindo para a renda daquela pessoa (que muitas vezes é do seu bairro) você tem a oportunidade de acompanhar o processo de produção da roupa e ainda pode experimentar para saber se ela vai mesmo ficar boa no seu corpo, pra quê coisa melhor? 

Como para tudo, é sempre bom buscar refêrencias, e também sempre ficar de olho no tecido que você escolheu, ás vezes o tecido é que não é muito bom e as pessoas atribuem sua deteriorização a quem fez a roupa, o que não tem nada a ver. 

Boa parte das minhas roupas foram confeccionadas pela minha avó e eu sou apaixonada por todas essas, além do que as que não serviam mais consegui vender bem fácil, pois estavam em ótimo estado!

E é isso pessoal, se tiverem mais indicações de lojas, ateliês e brechós (que já sigo aos montes) fiquem a vontade para compartilhar, eu vou adorar! 

consumo consciente

Um nova função para as agendas que você comprou e nunca usou

12:42 PM

Não sei se é só comigo - acredito que não - mas sempre acumulo milhões de caderninhos e agendas. Alguns eu compro porque acho a capa ou as folhas bonitas, outros compro para utilizar em algum fim e acabo enrolando\procrastinando (essa palavra anda tão presente na minha vida que vocês ficariam surpreendidos) e deixando de usar e etc, o fato é que quando me dou conta estou com vários bloquinhos jogados pelos cantos e sem nenhum utilidade para eles.


Após me dar conta disso foi que eu comecei a pensar em formas de desencalhar os pobres, e depois de dias pensando e fazendo associações consegui finalmente escolher destinos para os caderninhos! A ideia era incorpora-los no meu dia-a-dia, para sanar demandas as quais eu estava necessitada, que no caso era a questão da produtividade e também do inglês.

E foi aí que surgiram o meu Journal e o Five Little Things <3


Nesse caderno menor eu fiz o Five Litle Things, o nome já passa uma ideia, mas deixando mais claro é o espaço que eu reservei para escrever as cinco pequenas coisas que deixaram o meu dia mais feliz, independente de ele ter sido um dia feliz ou não. 


A proposta é justamente me fazer enxergar que mesmo o meu dia tendo sido muito cansativo, triste, ou  que eu tenha protelado, ele ainda foi uma parte da minha vida, e como tal deve ser apreciado!


essas artes lindas são da @cruacwb

Já o outro com os pinheirinhos na capa (que eu fiz com papel contact - encapei com o preto e depois cortei as formas de pinheiro com o branco), é um caderno de brochura desses que se acha fácil no mercado, comprei com o intuito de estudar inglês, mas como estudo pelo PC acabo não utilizando papel e ele ficou de lado. 


Esse já fica com seu propósito de cara pelo nome também, Journal é o equivalente em inglês para Diário, e é isso mesmo que ele é!

Como estou estudando inglês em casa (daqui uns dias falo mais sobre isso), preciso praticar e estar em contato com a lingua constantemente _ confesso que ainda estou pegando o ritmo. Dessa forma nada melhor que um Journal. Nele eu escrevo - em inglês - meus pensamentos, desabafos sobre o dia e tudo isso que se escreve em um diário, é claro que sempre com muito esforço para escrever direitinho e formar corretamente as frases, o que acaba acarretando no desenvolvimento do meu aprendizado =D


É claro que há muitas outras formas de reutilizar suas agendas empacadas, mas acredito que a melhor forma de encontrar uma maneira na qual você vai realmente usa-las é analisar suas necessidades, do contrário não adianta inovar, reutilizar e etc, elas vão continuar paradas e sem utilidade alguma. Ou seja, o dinheiro que você gastou com elas meio que caiu pelo ralo :(


Se vocês conhecerem outras utilidades deixem nos comentários, eu amo trocar figurinhas hahahaha! 

aleatórios

Pelas ruas de Budapeste, caminham as várias versões de mim

4:56 PM

Eu não sei bem quando aconteceu, mas de repente como uma leve perturbação na consciência, eu me dei conta de que havia me perdido.


É difícil aceitar que talvez você não seja mais a mesma com que estava acostumada, e mais difícil ainda é tentar detectar se isso é bom ou ruim, principalmente porque o que na minha antiga versão era bom ou ruim, importante ou desimportante, pode ter sofrido inúmeras inversões de valores e já não ter o mesmo significado de antes. E agora, como saber se eu sou mesmo, ou se sou esse cara do lado? (muito fã de Dias de Truta sim).

O fato é que mudamos, não é mesmo? como seria possível acompanhar todas as multiplicidades do mundo caso não passássemos de uma massa em inércia e inalterável? Nós mudamos, afinal. Estamos em constante contato, em constante agitação, somos átomos gritantes e pulsantes que retiram do meio e também dão a ele, e esse não passa de um lampejo da Rafaela de agora, mas quem será capaz de dizer o que a Rafaela de depois terá a dizer?

Há uns quatro anos eu escrevia incessantes resenhas literárias para um blog literário, e de repente não escrevia mais, de repente eu falava sobre tudo, acompanhada de uma amiga, no Tô Bem, Tô Zen, e logo depois eu me debruçava sozinha sob o mesmo falando sobre mim, e bem, agora já não mais. Uma nova versão de mim ascendeu em algum momento entre o crepúsculo e o amanhecer, e aquele antigo lugar vestido em tons de rosa e cinza já não era suficiente para suprir os meus anseios e guardar pedaços de mim. E para além do mundo virtual eu realmente consigo sentir minhas várias versões se chocando, e eu não vou mentir, tenho medo pra caramba de onde suas intercalações irão me levar, medo das baixas e das pessoas e momentos que posso perder no caminho.

foto antiguinha que eu amo
Mas a vida é assim, e essa sua mutualidade mesmo me dando medo, também me atrai de forma surpreendente. Tenho tido uma enorme curiosidade em desvendar o caminho, em me aceitar e me aventurar, caminhar por entre ensinamentos buda, pela música folk americana, ser levada a Budapeste pela vibração sonora de George Ezra cantando ao meu ouvido enquanto bebo um chá de erva cidreira.. Eu descobri que amo a interdisciplinaridade, eu sou inter e sou ligação, e essa foi a menor das descobertas da semana.